Desidratação no idoso: prevenção e tratamento

O risco de défice de hidratação aumenta com a idade e no verão. Saiba como prevenir. A Stannah ajuda-o!

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imagem de um copo sem água

Com a chegada do verão, os dias tornam-se mais quentes e o risco de ocorrer um episódio de desidratação no idoso é maior. Mas por que é mais comum acontecer esta situação nas pessoas idosas? Nós explicamos!

A água é o maior constituinte do corpo humano, pelo que uma boa hidratação é fator importante no funcionamento eficaz do organismo. Durante o processo de envelhecimento ocorrem diversas mudanças fisiológicas, tais como, a diminuição do mecanismo de resposta à sede, perda de massa muscular e diminuição da função renal. Nesse sentido, o equilíbrio hídrico nas pessoas idosas fica comprometido, aumentando o risco de desidratação.

É aqui que surge a questão: A desidratação no idoso é fácil de identificar? Como consigo saber se estou ou não hidratado? Como consigo perceber que um familiar idoso está desidratado?

A desidratação no idoso é uma doença que pode ser um verdadeiro desafio de se descobrir. Dependendo do estado da doença, esta pode apresentar pequenos sinais reveladores ou, no pior dos cenários, já estar num estado avançado e muito perigoso, levando os idosos para o hospital.

Estar informado sobre do que se trata a desidratação no idoso irá antecipar situações menos boas. Como tal, disponibilizamos toda a informação necessária para que saiba prevenir esta doença que, apesar de poder aparecer em qualquer altura do ano, é no verão que este problema leva mais idosos aos hospitais portugueses.

Importância da Hidratação

A par da alimentação, a água é fundamental para toda a existência. A sua ausência inviabiliza a vida, sendo o constituinte mais importante do corpo humano. Ora vejamos como a água atua no corpo:

  • Principal componente do sangue e linfa – transportador de nutrientes, hormonas e outros compostos;
  • Eliminação de resíduos metabólicos, através da urina;
  • Participação ativa em reções metabólicas
  • Essencial para os processos fisiológicos de digestão e absorção – componente dos sucos digestivos
  • Manutenção da temperatura corporal

A proporção de água no organismo humano varia nas diferentes faixas etárias, verificando-se uma diminuição à medida que a idade avança. Com o envelhecimento, ocorre uma redução de 0,3 L/ano desde a idade adulta até cerca dos 70 anos. A partir dos 70 anos, a diminuição é mais acentuada, estando associada à perda de massa magra característica desta faixa etária.

O que é a desidratação?

A desidratação é uma doença potencialmente grave que se caracteriza pela baixa concentração não só de água, mas também de sais minerais e líquidos orgânicos no corpo, a ponto de impedir que este realize as suas funções normais.

O corpo perde e repõe dois a três litros de água por dia e a desidratação ocorre quando a água é maior que sua reposição. Geralmente, a perda de elementos do organismo, como a água faz-se acompanhar pela perda de sais minerais diluídos, sódio e potássio, gerando um desequilíbrio eletrolítico.

Foto de um copo com agua para prevenir desidratação

A desidratação é o distúrbio hidroeletrolítico mais comum nos idosos e uma das causas mais frequentes de internamento entre os 65 e os 75 anos. Nestes indivíduos as perdas de fluidos são maiores e o consumo de líquidos diminuído pelo que a suscetibilidade para a desidratação é maior, quando comparada com a dos adultos.

Causas da desidratação no idoso?

Existem vários fatores que podem causar a desidratação no idoso. Destacamos os seguintes:

  • Diminuição da quantidade de água no organismo, associada à perda de massa magra à medida que envelhecemos;
  • Diminuição da percepção da sede – a necessidade de beber água torna-se menos aguda à medida que se envelhece.
  • Medicação – muitos medicamentos que os idosos tomam são susceptíveis a aumentar a desidratação no idoso. Uns são diuréticos outros potenciam uma maior produção de suor;
  • A capacidade de notar mudanças na temperatura corporal diminui com o avançar da idade;
  • Diminuição do consumo dos alimentos;
  • Diminuição da função renal – à medida que se envelhece, os nossos rins começam a falhar e são menos capazes de reter água. Esta situação ocorre de forma progressiva a partir dos 50 anos, sendo que se torna mais acentuada e notável quando se atinge os 70 anos;
  • Condições específicas que surgem com o avançar da idade como diminuição de mobilidade ou incontinência.

Todos estes fatores, inerentes à idade, impulsionam a desidratação. No entanto, é possível prevenir a ocorrência desta situação quando se conhecem os sinais de desidratação no idoso. Abaixo destacamos os mais importantes.

Desidratação: Sinais e consequências no idoso

Observar sinais de uma possível doença pode ser um verdadeiro desafio, principalmente nos idosos. Algumas doenças são fáceis de identificar, pois, têm sintomas muito particulares. Em contrapartida, outras têm um efeito mais subtil na vida diária e podem ter sinais idênticos a outras doenças comuns no idoso, como é o caso da Osteoporose  da desidratação no idosos.

Idosa com sintomas de desidratação

Destacamos alguns sintomas que podem ser sinais de desidratação no idoso. Estes são:

  • Alterações visuais e auditivas;
  • Desidratação da pele;
  • Alterações da cor e odor da urina;
  • Cansaço físico e mental;
  • Dores de cabeça;
  • Obstipação, náuseas ou vómitos;
  • Perda acentuada do peso;
  • Pressão arterial baixa;
  • Taquicardia;

A desidratação no idoso aumenta o risco de várias condições de saúde. Aliás, muitas vezes, só quando a desidratação evolui para um destes estados de saúde é que se reconhece a importância da hidratação. Vejamos quais as consequências da desidratação na terceira idade:

  • Hipertermia sob condições de temperaturas elevadas;
  • Infeções urinárias;
  • Insuficiência renal;
  • Confusão e delírio;
  • Maior risco de quedas

Para evitar possíveis cenários menos bons, é importante prevenir a ocorrência de uma situação destas. No seguinte tópico explicamos como.

Prevenção da desidratação no idoso?

A ingestão de líquidos é a chave para prevenir a desidratação no idoso. Tanto o idoso, como os cuidadores ou familiares devem estar conscientes dos riscos que a desidratação pode causar no idoso. Ora, então, vejamos como prevenir.

As recomendações de consumo diário de líquidos, para adultos, situam-se normalmente entre 1,5 e 2 litros, variando com o volume corporal de cada indivíduo e com factores externos, que podem levar ao aumento das necessidades.

Quando os idosos são dependentes, a intervenção dos cuidadores e da família na manutenção de um balanço hídrico adequado é ainda mais importante. Destacamos algumas formas de hidratação:

  • Água;
  • Água aromatizada;
  • Água gelificada;
  • Sopas;
  • Frutos hortículas;
  • Leite;
  • Sumos de fruta naturais (sem adição de açucar);
  • Infusões

As sopas são uma óptima fonte de hidratação contendo cerca de 88 a 93% de água. Paralelamente, são refeições muito interessantes pelo seu teor em vitaminas, minerais e fibras. Como tal, recomenda-se a inclusão diária de sopa de hortícolas nos hábitos alimentares dos idosos, pelo menos às duas principais refeições.

sumo de melancia no copo

As águas aromatizadas, de forma natural, apresentam-se como uma alternativa agradável, podendo contribuir para a satisfação das necessidades hídricas. Por exemplo, aromatizar a água adicionando pedaços de fruta da época e a gosto (limão, laranja, morangos, etc.), de hortícolas (pepino, cenoura, etc.) ou especiarias e ervas aromáticas (canela, hortelã, etc.), pode facilitar a ingestão.

Se é cuidador de um idoso deixamos alguns conselhos gerais e práticos:

  • Oferecer fluídos regularmente: beber independentemente de sentir sede e fazer a ingestão de fluídos em intervalos frequentes e pouca quantidade de cada vez;
  • Incentivar o consumo de alimentos ricos em água (sopas, frutos; iogurtes…);
  • Em caso de disfagia para líquidos (dificuldade em engolir) poderá recorrer ao uso de espessantes ou água gelificada;
  • Ter em conta as preferências do idoso (tipo de bebida, marcas, sabores, temperatura, tipo de utensílios utilizados)
  • Oferecer fluidos em rotinas específicas: antes e/ou depois da higiene do idoso; antes e/ou depois da fisioterapia ou outro programa de actividades; no momento da toma de medicação; num horário previamente definido de manhã e de tarde; às refeições; ou durante convívios sociais.

Nota: As chamadas de atenção devem ser ainda mais frequentes nos meses quentes.

Idosos e hidratação: Dicas de receitas

A água, na sua forma natural, deve ser a fonte de hidratação de eleição (8 copos  por dia). No entanto, poderá adicionar  águas aromatizadas para variar a forma de hidratação. Sugerimos algumas receitas:

Copo com sumo de morangoÁgua de coco com morangos

A combinação destes dois ingredientes além de nutritiva, tem um sabor muito agradável. Refrescante e hidratante, esta receita possui vitaminas, minerais e antioxidantes.

É simples de fazer. Precisa apenas de:

  • 200 ml de água de coco;
  • 200 gramas de morangos;
  • 5 folhas de hortelã.

Quanto à sua preparação, apenas necessita de colocar todos os ingredientes num liquidificador. Deixe durante toda a noite no frigorifico (cerca de 6h). Depois disso, está pronto para ser servido. Simples, rápido e muito hidratante! Refresque-se!

Limonada de pepino no copo

Limonada de Pepino, Gengibre e Hortelã

Para preparar esta receita necessita de:

  • 1 pepino
  • 10 folhas de hortelã
  • 1 limão
  • 2 litros de água
  • 1 colher de gengibre ralado e fresco

Descasque o pepino e corte em rodelas bem finas, acrescentando-as nos dois litros de água. Adicione o limão cortado também em finas rodelas. Depois, adicione as folhas de hortelã e gengibre. Deixe durante toda a noite no frigorifico (cerca de 6h) e está pronto para ser bebido. Se pretender, poderá acrescentar cubos de gelo.

A prevenção da desidratação passa principalmente pela garantia de uma adequada ingestão. Como tal, aumentar a consciência do idoso, família e outros cuidadores sobre os riscos e consequências associados à desidratação no idoso é fundamental para a prevenção desta situação clínica.

Já passou por uma cenário destes? Como procedeu? Existem mais dicas que gostava de partilhar connosco? Estamos ansiosos por ouvi-lo.

Daniela Sepúlveda
Daniela Sepúlveda
Editora da Stannah Portugal

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